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Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata)

Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata)

NOME CIENTÍFICO: Eretmochelys imbricata (Linnaeus, 1766)

FILO: Chordata

CLASSE: Reptilia

ORDEM: Testudines

FAMÍLIA: Cheloniidae

STATUS DE AMEAÇA: Ameaçada

 

INFORMAÇÕES GERAIS:

A tartaruga-de-pente é a mais tropical das tartarugas marinhas, ocorrendo principalmente no Norte-Nordeste do Brasil. Tanto espécimes juvenis quanto adultos podem ser encontados em águas brasileiras. As áreas de desova distribuem-se desde o ES ao CE, porém desovas regulares com maior concentração encontram-se apenas no litoral norte da BA, (Marcovaldi et al., 1999), atualmente com cerca de 1.000 desovas por temporada. (Banco de Dados do Projeto TAMAR-IBAMA). O período de desova estande-se de outubro a março, com 80% das desovas entre dezembro e fevereiro. As fêmeas apresentam ciclo reprodutivo médio de cerca de 2,9 anos, depositando em média, a cada postura, 135,9 ovos (Marcovaldi et al., 2005). Seus hábitos de desova são noturnos, porém eventualmente podem ocorrer desovas no período diurno. Juvenis e adultos alimentam-se principalmente em locais com substrato duros, como recifes, sendo suas presas: crustáceos, moluscos, briozoários, celenterados, ouriços, esponjas e algas (Sanches, 1999).

 

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA:

Indivíduos adultos distribuem-se em áreas de desova do Espírito Santo ao Ceará (Marcovaldi et al., 1999; Lima, 2002; Mascarenhas & Santos, 2004) e juvenis encontram-se desde o Rio Grande do Sul (Soto & Beheregaray, 1997) ao Ceará (Marcovaldi & Marcovaldi, 1999). As ilhas oceânicas (arquipélago Fernando de Noronha, Atol das Rocas, ilha de Trindade e Penedos São Pedro e São Paulo) abrigam principalmente juvenis, porém há registros de indivíduos adultos.

 

PRINCIPAIS AMEAÇAS

Atualmente, as principais ameaças são a descaracterização de habitats, pesca acidental e poluição. A crescente urbanização na linha de costa acarreta a descaracterização de ecossistemas costeiros, onde há áreas de desova da espécie, gerando problemas como fotopoluição, predação por animais domésticos e alteração das características naturais das praias de desovas. A captura incidental pela pesca é uma ameaça, ocorrendo em toda a costa brasileira, tanto na pesca artesanal quanto na industrial. A poluição dos oceanos gera problemas como a ingestão de resíduos sólidos, aumento do risco de doenças, entre outros.

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