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Papagaio-chauá (Amazona rhodocorytha)

Papagaio-chauá (Amazona rhodocorytha)

NOME CIENTÍFICO: Amazona rhodocorytha (Salvadori, 1890)

FILO: Chordata

CLASSE: Aves

ORDEM: Psittaciformes

FAMÍLIA: Psittacidae

STATUS DE AMEAÇA: Ameaçada

 

INFORMAÇÕES GERAIS:

Amazona rhodocorytha é uma espécie de papagaio de grande porte, medindo cerca de 40 cm de comprimento total. É quase totalmente verde, com exceção da fronte, que varia do vermelho-vivo ao alaranjado, de uma larga nódoa amarela entre o bico e os olhos e da região facial, que é azul-clara. Nas asas, há também uma parte de tom vermelho-intenso. Possui ligação com os ambientes florestais e suas maiores populações são encontradas no Estado do ES, em regiões com grandes remanescentes florestais, podendo também ocupar, embora em menor número, áreas alteradas e fragmentos de pequeno porte e em diferentes estágios sussecionais. Há indicações de diversas esécies frutíferas utilizadas para alimentação (caju, cajá, abacate, carambola, acerola, jambo, jaca etc.) e até de plantações de café, durante a época de colheita.

 

É uma espécie que ocorre principalmente nas planícies litorâneas e, eventualmente, em zonas de altitudes mais elevadas. Estas últimas são fortemente associadas a regiões de clima quente das baixadas, bem como ao longo dos vales de grandes rios que drenam o complexo montanhoso da serra do Mar, que são os seus principais locais de alimentação e reprodução. Em altitudes maiores, com clima ameno e frio, ocorre esporadicamente, sendo avistada geralmente em vôo alto durante a primavera e verão, possivelmente em deslocamento. Dessa forma, é possível supor que o papagaio-chauá realize deslocamentos sazonais, a exemplo de alguns congenéricos de distribuição restrita; nesse caso, torna-se ainda mais suscetível, por causa dos deslocamentos de larga escala, em geral envolvendo locais de diferentes altitudes, desde as porções planálticas até o litoral, inclusive os manguezais.

 

Para a reprodução, utiliza-se de cavidades (ocos) situadas no alto de troncos em árvores de grande porte, elemento ambiental que se tornou cada vez mais raro, em decorrência do extrativismo de espécies arbóreas de uso comercial. Eventualmente, pode utilizar árvores isoladas em ambientes abertos, indicando a carência, em certas regiões, de condições mínimas para a reprodução, forçando essas aves a fazê-lo em pontos altamente sujeitos a predação. Na copa dessas árvores, a espécie também se alimenta, buscando por frutos e sementes. Suas populações, antigamente compostas por numerosos indivíduos, têm sido reduzidas fortemente, diante do declínio populacional e da fragmentação dos habitats.

 

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

A espécie é endêmica da faixa litorânea do Leste do Brasil, nos Estados de Alagoas e Bahia até o Leste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e litoral-norte de São Paulo. Em 2001, em pesquisa realizada em Alagoas, a espécie não foi registrada em nenhum dos 15 fragmentos pesquisados. Apenas recentemente F. Straube e A. Urben-Filho localizaram uma pequena população com pelo menos três indivíduos, nos arredores de São Miguel dos Campos (AL), em um pequeno fragmento florestal com cerca de 500 ha, já fortemente submetido à pressão exercida pelo extrativismo de espécies arbóreas. Atualmente, está restrita a poucas áreas nos Estados de Minas Gerais (leste), norte de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Alagoas, onde já está praticamente extinta. No sul da Bahia, ainda é encontrada fora de Unidades de Conservação, utilizando, de maneira errática, os pequenos fragmentos florestais ainda existentes.

 

PRINCIPAIS AMEAÇAS

A ameaça mais evidente a essa espécie é a modificação gradual e sensível da quase totalidade de ambientes disponíveis, em sua grande maioria localizados em zonas de grandes contingentes populacionais humanos. Essas áreas são submetidas aos mais variados usos, desde a utilização da terra com fins imobiliários e para atividades agropastoris, até o extrativismo de espécies arbóreas de interesse econômico, que causam alteração nos itens de que esta espécie necessita para alimentação e, principalmente, para a reprodução. A espécie também se encontra seriamente atingida pelo comércio ilegal, submetendo-se a forte pressão de exploração, com a retirada de filhotes e mesmo de adultos para o tráfico de espécies silvestres. Tais ações são verificadas tanto no âmbito regional quando nas imediações de seu local de origem, e os indivíduos capturados são remetidos para outros Estados e até mesmo para outros países, visando o abastecimento de criatórios.

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