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Jararaca-ilhoa (Bothrops insularis)

Jararaca-ilhoa (Bothrops insularis)

NOME CIENTÍFICO: Bothrops insularis Amaral, 1921

FILO: Chordata

CLASSE: Reptilia

ORDEM: Squamata

FAMÍLIA: Viperidae

STATUS DE AMEAÇA: Ameaçada

 

INFORMAÇÕES GERAIS:

Bothropis insularis é encontrada apenas na ilha da Queimada Grande (43 ha), distante 33 km da costa na região de Itanhaém, litoral sul do estado de São Paulo. Embora seja eventualmente encontrada em áreas cobertas por capim, a jararaca-ilhoa ocorre principalmente na Mata Atlântica, que cobre boa parte da ilha. Os adultos são frequentemente encontrados sobre a vegetação, mas também utilizam o chão da mata. Estas jararacas podem estar ativas tanto de dia quanto à noite. A dieta de adultos é baseada em pássaros migratórios, que são capturados tanto no chão quanto nas árvores. Os jovens alimentam-se de anfíbios, lagartos e centopéias. O acasalamento da jararaca-ilhoa ocorre no outono e ínicio do inverno (entre março e julho) e os nascimentos de filhotes foram registrados no verão. Embora seja fácil encontrar indivíduos adultos de B. insularis na ilha, o mesmo não ocorre com os filhotes, que podem ficar abrigados a maior parte do tempo. A taxa de natalidade da jararaca-ilhoa parece ser de fato baixa: o tamanho de uma ninhada nesta espécie dificilmente ultrapassa 10 filhotes. Além disso, expedições recentes à ilha da Queimada Grande têm registrado poucas fêmeas prenhes na população. Apesar desses fatos, a jararaca-ilhoa é extremamente abundante na ilha da Queimada Grande. Estimativas recentes indicam que há em torno de 1.500 a 2.000 indivíduos nos cerca de 30 ha de florestas da ilha, o que representa uma densidade de aproximadamente 50 a 70 serpentes por hectare.

 

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Ilha da Quaimada Grande, no litoral do Estado de São Paulo.

 

PRINCIPAIS AMEAÇAS

Embora a maior parte da ilha da Queimada Grande ainda permaneça coberta pela floresta original (principal hábitat da jararaca-ilhoa), algumas de suas porções foram queimadas no passado e encontram-se atualmente cobertas por capim. Ao longo dos últimos sete anos, nota-se que essas áreas estão sendo novamente cobertas pela floresta, embora a completa repureção das mesmas ainda deva se estender por dezenas ou centenas de anos. Além dessa ameaça, que parece estar controlada, existem evidências de capturas ilegais dessas jararacas, provavelmente para o mercado negro de espécies exóticas - que geralmente acabam em zoológicos ou como animais de extimação.

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