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Bagre (Trichogenes longipinnis)

Bagre (Trichogenes longipinnis)

NOME CIENTÍFICO: Trichogenes longipinnis Britski & Ortega, 1983

FILO: Chordata

CLASSE: Actinopterygii

ORDEM: Siluriformes

FAMÍLIA: Trichomycteridae

STATUS DE AMEAÇA: Ameaçada

 

INFORMAÇÕES GERAIS

Trichogenes longipinnis é registrada em riachos de cabeceira na Mata Atlântica, em altitudes entre 149 e 656 metros acima do nível do mar. Encontrada sobre fundo rochoso e arenoso, em trechos que formam cabeceiras e poções, com correnteza de até 0,44 m/s. Os machos atingem cerca de 140 mm de comprimento padrão e as fêmeas, 105 mm (Sazima, 2004). É espécie ativa tanto durante o dia como à noite, sendo os juvenis predominantemente diurnos e os adultos predominantemente noturnos e ambos ativos ao crepúsculo. Indivíduos maiores ficam abrigados em frestas e tocas na rocha e são territoriais, com dominância linear (Sazima, 2004). Com hábitos bentônicos e nectônicos (principalmente os juvenis), alimentam-se de formas imaturas de insetos aquáticos e insetos terrestres caídos na água. Percorre o substrato com seus barbilhões, apanha presas sobre a rocha e forrageia com o focinho enterrado na areia e no material de origem vegetal acumulado nos remansos. Sobe à superfície para catar alimento caído na água. As populações de riachos isolados apresentam notável variação no padrão de coloração, indicando diferenças genéticas (Sazima, 2004).

 

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Cabeceiras da bacia do Rio Parati-Mirim (RJ) e riachos isolados de cabeceira no extremo norte do litoral de São Paulo.

 

PRINCIPAIS AMEAÇAS

Perda, descaracterização e fragmentação de habitats; poluição e assoreamento; pesca de sustento (Sazima, 2004). Em junho de 2005, as populações de dois dos locais estudados por Sazima (2004), incluindo a localidade-tipo, estavam reduzidas a cerca de 10 a 20% do estimado entre dezembro de 2001 e dezembro de 2002. Em um dos locais houve deslizamento de terra e consequente assoreamento do leito do riacho e, no outro, houve exploração excessiva (pesca).

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