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Ararajuba (Guarouba guarouba)

Ararajuba (Guarouba guarouba)

NOME CIENTÍFICO: Guarouba guarouba (Gmelin, 1788)

FILO: Chordata

CLASSE: Aves

ORDEM: Psittaciformes

FAMÍLIA: Psittacidae

STATUS DE AMEAÇA: Ameaçada

 

INFORMAÇÕES GERAIS

Guarouba guarouba é um psitacídeo de médio porte (34 a 36 cm de comprimento total), que habita principalmente as florestas de terra firme nos Estados do Maranhão e Pará, com registros recentes para o Mato Grosso e Rondônia. Um dos endemismos mais interessantes da avifauna brasileira, a ararajuba chama a atenção pela beleza da plumagem, de coloração amarelo-dourada, com as penas de vôo verdes. Muito pouco se conhece sobre o comportamento reprodutivo e os hábitos desta espécie. São aves residentes e vivem em grupos que podem variar de 3 a 30 indivíduos. Alimentam-se de uma grande gama de frutos, cocos, flores e sementes. Os registros de reprodução são concentrados entre novembro e fevereiro, embora existam também relatos de aves se reproduzindo em outubro. Em janeiro de 2004, um grupo de 10 ararajubas foi monitorado em uma localidade no leste do Pará, em um ninho com dois filhotes já bastante emplumados. O ninho estava localizado em um angelim (Dinizia excelsa, Leg. Mimosoideae) de 41 metros de altura e sua abertura situava-se a 30 metros de altura. A ararajuba é a única espécie em que a observação dos ajudantes-de-ninho é razoavelmente bem documentada, embora existam relatos de casais que criaram sozinhos os seus filhotes. O grupo estudado defendeu vigorosamente o ninho quando dele se aproximaram representantes das famílias Cathartidae, Psittacidae e Ramphastidae e os filhotes voaram com o grupo alguns dias depois.

 

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

Ocorre em florestas de terra firme, desde o rio Tapajós (em ambas as margens) até o oeste do Maranhão. Registros antigos para o oeste do Ceará nunca foram repetidos ou confirmados com espécimes, podendo referir-se a indivíduos escapados de cativeiro. Os relatos para o extremo Nordeste do Brasil nunca foram confirmados por exemplares e é bem provável que tenham como base as aves cativas vindas do Maranhão. Atualmente, ocorre em remanescentes florestais bem conservados, principalmente entre o rio Tapajós e o oeste do Maranhão. Registros recentes para o Norte do Mato Grosso e Rondônia, além do Sul do Amazonas, aumentaram consideravelmente a área de distribuição desta espécie.

 

PRINCIPAIS AMEAÇAS

As populações situadas no "arco do desmatamento da Amazônia", no oeste do Maranhão e leste do Pará, foram grandemente afetadas pela perda e descaracterização de seu hábitat. Além disso, a ararajuba sempre foi uma espécie muito cobiçada por comerciantes ilegais de aves, o que também contribuiu significativamente para a diminuição de suas populações na natureza. A retirada de filhotes de ararajuba para o comércio ilegal de animais silvestres ainda é observada, bem como a captura de animais adultos. Aparentemente, todos os indivíduos retirados da natureza destinam-se a criadores brasileiros, não havendo evidência convincente de tráfico internacional. A derrubada da árvore onde o dormitório ou o ninho está localizado é o meio mais usual para a obtenção de ararajubas. A derrubada dessas árvores, além do evidente prejuízo que representa no recrutamento de novos indivíduos, diminui o número de sítios disponíveis para abrigo e reprodução, não somente das ararajubas, mas também de outras espécies que dependem de cavidades naturais.

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