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FEAM responde aos questionamentos sobre o lançamento de "água preta" no Ribeirão do Cágado e Rio Pomba

18/08/2011 18:02

Procurando o órgão ambiental responsável pelo monitoramento das condições ambientais dos rios após o desastre ambiental, encontrei na FEAM, o NEA (Núcleo de Emergências Ambientais).

 

Conversei com um membro da equipe do NEA, Newton Pascal Tito de Oliveira (Formação/Graduação: Engenheiro Civil com Mestrado em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos), o qual me antendeu prontamente. Segundo ele, houve uma mudança nos planos de destinação da lixívia após ser constatado transbordamento dos reservatórios em 2007, o que acarretava um novo risco de ruptura. Sendo assim, a lixívia começou a se liberada tanto no Ribeirão do Cágado quanto diretamente no Rio Pomba, este último através do encanamento. Ainda segundo Newton, atualmente só está sendo liberada lixívia diretamente no Rio Pomba, devido à sua capacidade de diluição maior.

 

Para demais esclarecimentos, pediu que eu procurasse a empresa Florestal Cataguases, mas por "força do destino", ainda não consegui encontrar-me com o responsável na empresa pelo monitoramento do acidente. Peço paciência aos interessados, pois realmente pretendo colocar detalhadamente o que tem sido feito, até por quê, ainda não me convenci de que não há lançamentos diretos no Ribeirão do Cágado desde 2010 conforme consta para a FEAM. Pode ser que realmente não haja, mas nós vemos pelo menos uma vez ao mês as águas do reibeirão completamente tomadas pela lixívia (veja fotos tiradas em Abril deste ano), ao que alegam ser provenientes de vazamentos nos encanamentos responsáveis pela condução da mesma ao Rio Pomba. Ora, vazamentos ocorrem, mas periodicamente e no volume apresentado, acho realmente difícil. Que me convençam então com dados do monitoramento. Mesmo se for o caso, seria uma boa oportunidade de redimensionar os encanamentos para que eles não ultrapassem sua carga ou pressão com tanta facilidade a ponto de isso se tornar periódico, pois ainda temos um período pela frente considerável, não é mesmo?

 

Meios-esclarecimentos dados, fica aqui registrado que não quero apontar o dedo para ninguém, afinal o erro foi conjunto, da empresa anterior que fez os reservatórios, do governo que autorizou (e fiscalizou...ou não), da comunidade que se calou e da empresa atual que não deu a devida atenção a eles (os reservatórios). No entanto, a água é um bem público e como tal merece todo o respeito de quem lida com ela (incluindo os produtores). A população local deveria ser esclarecida de todos os acontecimentos que rondam o problema, desde o momento em que ele foi detectado até todos os meios encontrados para solucioná-lo. Nós, como partícipes desse triste evento, temos a obrigação e o direito de saber o que está acontecendo, quantos litros estão sendo lançados (na íntegra), por quanto tempo isso permanecerá, quando os agricultores tão prejudicados com o acidente serão ressarcidos. Esses e todos os dados deveriam estar disponíveis claramente, com transparência, para quem se interessasse pelo caso.

 

Acientes acontecem e esse já foi julgado como deve ser, mas deixar um rastro dele perdurar por tanto tempo sem esclarecimentos! A empresa deve ser a primeira a se preocupar com isso, afinal ela é a mais prejudicada (dentre os atores sociais) com a reabertura dessa "ferida" em sua história, principalmente quando vemos falta de transparência em suas ações, o que implica em perda de credibilidade (novamente) e mais alguns anos até sua imagem se restaurar.

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