Engenharia em favor da Sustentabilidade Ambiental, Econômica e Social.

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11/10/2011 17:19

12 de Outubro - Dia do Engenheiro Agrônomo

 

Parabéns aos meus colegas Engenheiros Agrônomos, que nesse dia 12 de Outubro estarão comemorando, junto comigo, um dia especial.

 

Ser Engenheiro Agrônomo é como ser médico. Nós detectamos, diagnosticamos e resolvemos um problema. A diferença é que sempre estamos lidando com a saúde e o bem-estar de várias pessoas ao mesmo tempo, visto que a mesma safra de algum produto pode ser consumida por milhares de pessoas, já que todos nós dependemos das produções agropecuárias para sustento do corpo, além de depender do meio ambiente equilibrado para manter nosso bem-estar, estando aí duas funções cruciais da classe agronômica.

 

Não quero desmerecer a classe médica. Também dependemos dela para nossa sobrevivência e/ou longevidade, não é verdade? Mas nós estamos acostumados a valorizar os médicos e nem tanto assim os Agrônomos. Nos esquecemos que muitos problemas de saúde estão associados à alimentação. Alergias, problemas estomacais, hepáticos e muitos outros podem ser causados pelos alimentos que ingerimos diariamente.

 

Por isso a segurança alimentar é tão visada pela Agricultura e Pecuária, sendo a base para uma gama de medidas legislativas que envolvem o Agronegócio. Também por isso é tão importante a conscientização dos produtores, pequenos, médios ou grandes, da importância de ter assistência de um Engenheiro Agrônomo em sua produção. Uma das consequências de não se ter uma assistência adequada, é que nem sempre os produtos agrícolas são produzidos da melhor maneira possível, ou seja, de maneira a garantir a segurança alimentar e ambiental. Estamos longe da perfeição, mas no que diz respeito aos agrônomos, estamos caminhando pela melhoria e valorização de nossos serviços, aumentando assim a qualidade dos alimentos e melhoria da qualidade de vida das pessoas, rurais ou urbanas.

 

 

Para os Engenheiros Agrônomos, segue a mensagem que recebi da SMEA:

20/08/2011 11:23

Sustentabilidade: Moda ou Necessidade?

Inspirada pelo boletim da SMEA escrito pelo Engº Agrônomo Emílio Mouchrek "Sustentabilidade: Muito se fala, pouco se sabe", resolvi escrever esse post tendo em vista que concordo plenamente com ele e uma das funções desse blog é divulgar ações, conceitos e tudo o que possa contribuir para o entendimento sobre o Meio Ambiente e nossa dependência em relação a ele.

 

Afinal, o que é o uso sustentável? E o desenvolvimento sustentável? Por que tanto se fala em sustentabilidade? Por que esse termo virou sinônimo de preocupação ambiental? Por que tantos falam, mas poucos sabem o real significado e menos ainda agem com sustentabilidade?

 

O que é uso sustentável de um recurso?

Sustentabilidade está ligada à capacidade de carga, uso, suporte em um tempo considerado, sendo assim "a intensidade e o modo de uso que um local pode suportar, durante determinado período de tempo, sem causar prejuízos consideráveis ao ambiente físico ou social"1. Por exemplo, uso sustentável pode ser: usar um recurso natural, como o solo (seja em plantações, seja em construções), a água (que nós usamos todos os dias em nossas casas), o ar (que também usamos todos os dias quando respiramos e quando ligamos nossos carros), durante o período inteiro de nossas vidas sem causar prejuízos ao ambiente ou ao nosso vizinho.

 

O que é desenvolvimento sustentável?

Segundo o conceito da Comissão de Brundtland (1987), desenvolvimento sustentável é "um processo de mudança no qual a exploração dos recursos, a direção dos investimentos e os avanços tecnológicos e institucionais estão em harmonia e permitem o atendimento das necessidades e aspirações das gerações presentes e futuras."1

 

Isso quer dizer que para praticar sustentabilidade não basta um discurso, é preciso investir em harmonização entre ambiente, pessoas e economia de um lugar, seja uma comunidade, um país, um continente ou uma empresa, ou ainda a nossa casa. Temos que agir como formiguinhas. Cada um faz o que pode, cada um age de acordo com seu conhecimento e seu papel na sociedade, quando possível unido a grupos. Dessa forma, juntando as ações de cada um (pessoa ou grupo), veremos grandes mudanças e melhorias na qualidade do meio ambiente e em consequência, nossa qualidade de vida e, mais importante, dos nossos filhos, netos, bisnetos.

 

O conceito de sustentabilidade é muito simples se pensarmos nele em relação a uma herança. Seremos sustentáveis na medida em que deixarmos nosso ambiente igual ou melhor para nossos filhos do que ele foi para nós, mesmo que tenhamos usado seus recursos para nossa sobrevivência e bem-estar.

 

Moda ou necessidade?

 

A publicidade tem colocado o termo nas cabeças de todos, mas da pior forma possível. Podemos dizer que virou moda dizer: "Aqui nós praticamos sustentabilidade". A palavra sustentabilidade é tão falada que ninguém a escuta mais. Quero dizer com isso que as pessoas ouvem, mas não se interessam em saber o significado, pois ela se tornou "normal" aos seus ouvidos. Todos falam em sustentabilidade, mas ainda temos que avançar muito para dizer que algo é realmente sustentável. Temos de estar atentos para não cair no discurso vazio, pois é muito fácil isso acontecer devido à dificuldade em se colocar em prática. Ser sustentáveis é uma necessidade de todos nós. Para garantir espaço, alimento, água e ar de qualidade para nossos filhos. Temos a necessidade urgente de pensar em como agir com sustentabilidade em tudo o que fazemos em nosso dia-a-dia. Temos que brigar por isso no meio em que vivemos, para que se tornem ações corriqueiras, para que o governo seja sustentável, para que as empresas sejam sustentáveis. Brigar com exemplos, com difusão de tecnologias, com divulgação de ações. Assim conseguiremos um mundo sustentável, sem modismos, mas com muita atitude.

 

1 Conceitos tirados das anotações da disciplina "Gestão Ambiental", ministrada pelo Prof. James Jackson Griffith, na UFV.

18/08/2011 18:02

FEAM responde aos questionamentos sobre o lançamento de "água preta" no Ribeirão do Cágado e Rio Pomba

Procurando o órgão ambiental responsável pelo monitoramento das condições ambientais dos rios após o desastre ambiental, encontrei na FEAM, o NEA (Núcleo de Emergências Ambientais).

 

Conversei com um membro da equipe do NEA, Newton Pascal Tito de Oliveira (Formação/Graduação: Engenheiro Civil com Mestrado em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos), o qual me antendeu prontamente. Segundo ele, houve uma mudança nos planos de destinação da lixívia após ser constatado transbordamento dos reservatórios em 2007, o que acarretava um novo risco de ruptura. Sendo assim, a lixívia começou a se liberada tanto no Ribeirão do Cágado quanto diretamente no Rio Pomba, este último através do encanamento. Ainda segundo Newton, atualmente só está sendo liberada lixívia diretamente no Rio Pomba, devido à sua capacidade de diluição maior.

 

Para demais esclarecimentos, pediu que eu procurasse a empresa Florestal Cataguases, mas por "força do destino", ainda não consegui encontrar-me com o responsável na empresa pelo monitoramento do acidente. Peço paciência aos interessados, pois realmente pretendo colocar detalhadamente o que tem sido feito, até por quê, ainda não me convenci de que não há lançamentos diretos no Ribeirão do Cágado desde 2010 conforme consta para a FEAM. Pode ser que realmente não haja, mas nós vemos pelo menos uma vez ao mês as águas do reibeirão completamente tomadas pela lixívia (veja fotos tiradas em Abril deste ano), ao que alegam ser provenientes de vazamentos nos encanamentos responsáveis pela condução da mesma ao Rio Pomba. Ora, vazamentos ocorrem, mas periodicamente e no volume apresentado, acho realmente difícil. Que me convençam então com dados do monitoramento. Mesmo se for o caso, seria uma boa oportunidade de redimensionar os encanamentos para que eles não ultrapassem sua carga ou pressão com tanta facilidade a ponto de isso se tornar periódico, pois ainda temos um período pela frente considerável, não é mesmo?

 

Meios-esclarecimentos dados, fica aqui registrado que não quero apontar o dedo para ninguém, afinal o erro foi conjunto, da empresa anterior que fez os reservatórios, do governo que autorizou (e fiscalizou...ou não), da comunidade que se calou e da empresa atual que não deu a devida atenção a eles (os reservatórios). No entanto, a água é um bem público e como tal merece todo o respeito de quem lida com ela (incluindo os produtores). A população local deveria ser esclarecida de todos os acontecimentos que rondam o problema, desde o momento em que ele foi detectado até todos os meios encontrados para solucioná-lo. Nós, como partícipes desse triste evento, temos a obrigação e o direito de saber o que está acontecendo, quantos litros estão sendo lançados (na íntegra), por quanto tempo isso permanecerá, quando os agricultores tão prejudicados com o acidente serão ressarcidos. Esses e todos os dados deveriam estar disponíveis claramente, com transparência, para quem se interessasse pelo caso.

 

Acientes acontecem e esse já foi julgado como deve ser, mas deixar um rastro dele perdurar por tanto tempo sem esclarecimentos! A empresa deve ser a primeira a se preocupar com isso, afinal ela é a mais prejudicada (dentre os atores sociais) com a reabertura dessa "ferida" em sua história, principalmente quando vemos falta de transparência em suas ações, o que implica em perda de credibilidade (novamente) e mais alguns anos até sua imagem se restaurar.

28/05/2011 17:14

"Água Preta" continua sendo liberada em Cataguases 8 anos após um dos maiores desastres ambientais do Brasil

   

    Após um dos maiores desastres ambientais do Brasil, que ocorreu em 2003, quando uma barragem de resíduos rompeu na cidade mineira de Cataguases, a "água preta" (lixívia) continua sendo lançada nas águas do Ribeirão do Cágado e do Rio Pomba, desta vez de forma consciente por parte da empresa.

    A água contendo hidróxido de sódio (NaOH) e lignina está sendo lançada diretamente no próprio Ribeirão do Cágado, deixando suas águas com coloração preta pela quantidade de resíduos liberados, e também está sendo liberada diretamente no Rio Pomba, por meio de uma tubulação que percorre toda a extensão do Ribeirão do Cágado. A tubulação foi colocada lá, segundo os produtores locais, com o propósito de lançar lixívia para o Rio Pomba, porém essa informação ainda não está confirmada.

    De acordo com Angelina Maria Lanna de Moraes (FEAM), em sua publicação "Estudo de Caso: O Acidente de Cataguases/MG", para o 2° Simpósio Brasileiro de Desastres Naturais e Tecnológicos, ocorrido em Dezembro de 2007, após o estudo dos impactos gerados pelo acidente foi assinado em 09/05/2003, o Termo de Ajustamento de Conduta Ambiental (TAC) entre o Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual-MG e IBERPAR Empreendimentos e Participações, com o objetivo de:

 

    " - Desativação dos reservatórios , com a retirada e destinação adequada de todos os resíduos industriais. Prazo: 2 anos.

      - Apresentação à FEAM de projeto executivo das medidas emergenciais de estabilidade das barragens e da desativação das mesmas.

      - Monitoramento das águas superficiais (Ribeirão do Cágado, Rio Pomba e Paraíba do Sul) , águas subterrâneas e sedimento de fundo dos rios. IGAM, ANA, FEAM."

 

   Conforme o documento supracitado, foram propostas também as seguintes medidas:

 

      "- Inicialmente tratamento físico-químico e biológico da lixívia remanescente nos reservatórios (450.000 m3 em 2004 segundo a batimetria). Essa proposta foi descartada por três motivos: custo de implantação, de operação e transferência do material para a ETE localizada a 11 km.

      - Tratamento biológico (implementado, mas sem resultados - inoculação de microorganismos no lago).

      - Aplicação no solo – avaliação pela UFV, UNESP E ESALC – foi consensual a aplicação controlada em plantação de eucalipto da própria fazenda (diagnóstico do solo e água subterrânea na área pela UFV foi elaborado com critérios científicos e está sendo lançado no período seco)."

   

    Dessa forma, a lixívia não deveria estar sendo liberada no Ribeirão do Cágado de maneira a não manter satisfatórias as qualidades químicas, físicas, biológicas e visuais do referido Ribeirão. Com isso, oito anos após o acidente e passado o prazo final para destinação adequada dos resíduos, vemos o Ribeirão do Cágado com a "cara" da data do referido acidente, como pode ser constatado pelas fotos tiradas em Abril deste ano e também em 2010.

 

Foto 1: Encontro da Lixívia com a água "normal" no Ribeirão do Cágado. Foto: Ignácio, Wagner, 2011.

 

Foto 2: Detalhe do "Encontro das Águas" lembrando até mesmo o encontro entre os Rios Negro e Solimões no Amazonas. Foto: Ignácio, Wagner, 2011.

 

Foto 3: Pequena Barragem no Ribeirão do Cágado. Foto: Ignácio, Wagner, 2011.

 

Foto 4: Foto a jusante da Barragem no Ribeirão do Cágado. Foto: Ignácio, Wagner, 2011.

 

Foto 5: Encontro entre as águas do Ribeirão do Cágado e do Rio Pomba. Foto: Ignácio, Wagner, 2011.

 

Foto 6: Encanamento que, segundo relatos locais, estaria levando lixívia diretamente às águas do Pomba. Foto: Ignácio, Wagner, 2011.

 

 Foto 7: Encanamento que vem do Ribeirão do Cágado e finaliza no Rio Pomba. Foto: CARLIMPESCADOR, 2010.

 

Para esclarecimentos sobre o acidente, leia o Artigo "Antagonismos no Desastre Ambiental em Cataguases".

27/05/2011 23:21

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